Nesta semana foi divulgada a nova pesquisa sobre o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), realizado pela ONU.
Muitas notícias foram veiculadas, em especial pela posição do Brasil, em 73º lugar (com nota 0,699), atrás de muitos países da América Latina. Nos causa estranheza var Trinidad e Tobago na 59ª posição, e nota 0,736. De pronto, o governo federal foi rápido em questionar as novas formas de avaliação utilizada. Realmente tais formas de avaliação foram modificadas, mas nem por isso devemos atacar os novos critérios. Não é porque não gostamos da temperatura que podemos desqualificar os termômetros...
O sistema de avaliação ainda se detém em três principais fatores, que são conhecimento (e educação), saúde e qualidade de vida (e renda per capita). Haveria alguma modificação na interpretação destes fatores que pudesse ser tão radical a ponto de analisar a realidade de um país e inverter a ordem classificativa de IDH anterior?
Creio que não. Um país com bom índices de educação será bem avaliado independentemente de forma de avaliação ou interpretação desses índices.
A nossa necessidade de melhorar é real, e como é natural entre os países emergentes, estamos muito preocupados com índices. Índices. Números. A princípio, é isto que nos interessa. E por isso nossos governantes correm para explicar a mudança na análise.
Estamos tão preocupados com números que para termos a melhor posição no ranking precisamos saber o critério de avaliação! Não pense que estou sendo redundante... só quero que minha conclusão não pareça desconexa com o resto do meu ponto de vista...
Índices! Números! Isso nos importa! Alguém contestou os dados da ONU dizendo que as crianças estão mais contentes com a educação nas nossas escolas? Que os pais percebem que as crianças estão diferentes, se importando com seus iguais? Ou porque aumentou o número de estudantes em universidades públicas oriundos de escolas públicas? A nossa capacidade de compra aumentou? Não.
Em verdade, quem precisa repensar a forma de avaliação do nosso desenvolvimento somos nós mesmos.
Abraços a todos!
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